A adesão automática é um nudge, um dos principais instrumentos que a economia comportamental prescreve para adoção dos governos. Um requisito para uma intervenção ser considerada um nudge é o fato de ser fácil e barato poder evitá-la, já que a opção “sugerida” não pode ser obrigatória. A principal controvérsia em relação aos nudges é a “ameaça” à liberdade do indivíduo alvo da intervenção.


A lot of our policy models traditionally are based on a rather naive understanding of what drives behaviour. But if you have a more intelligent, nuanced account of how people make decisions, you can design policy that is more effective, less costly, and makes life easier for most citizens. – David Halpern, Diretor do Behavioural

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Recentemente, li um comentário de um trader (um consultor de investimentos) australiano sobre o chamado “spread brasileiro”, no link: http://psyquation.com/blog/the-brazilian-spread/. O resumo da ópera é o seguinte: quando ele começou a trabalhar na mesa de negociações de produtos financeiros em um banco, contaram a ele sobre o tal spread brasileiro. A palavra spread descreve a

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1. Introdução A regulação dos mercados e as iniciativas de mudanças nos comportamentos individuais têm crescido exponencialmente em todo o mundo. Muitas intervenções – regulação de produtos financeiros, alteração de preços de bens de alimentos gordurosos e propostas de controle de consumo de sal e bebidas alcoólicas – vem sendo legitimadas pelas contribuições da Economia

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Os Jogos Econômicos têm sido um importante instrumento para alcançar esse ambicioso objetivo. São delineamentos experimentais voltados a reproduzir, em laboratório, importantes aspectos das interações sociais que envolvem co-dependência, distâncias de poderes, julgamentos sobre justiça ou equidade, competitividade, aversão a desigualdade, altruísmo. Preferências Sociais é uma área da Economia Comportamental voltada a ampliar as variáveis

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Muitos consideram a tomada de decisão um processo com dois mecanismos distintos e conflitantes, que se confrontam em uma luta crucial na qual o mecanismo emocional e impulsivo dentro de nós tenta escolher a coisa “errada”, enquanto o mecanismo racional e intelectual que também existe em nós promete nos levar lentamente, com dificuldade, a por fim tomar a decisão certa. Essa é uma descrição simplista e equivocada.


A Economia Comportamental (ou, ampliando a definição, as Ciências Comportamentais) vem se mostrando, justificadamente, um tema em voga na imprensa geral e de negócios nos últimos anos. Suas aplicações vão desde “lifehacks” cotidianos de melhoria de produtividade até o desenvolvimento e implementação de políticas públicas. Entretanto, um ponto bastante negligenciado nas discussões sobre o tema,

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O emergente campo da Economia Comportamental está abrindo novas oportunidades para as empresas construírem um relacionamento mais sólido com os clientes. Há uma simplicidade atraente na ideia de que os consumidores escolhem aquilo que preferem mais, que são tomadores de decisão lógicos com tempo de sobra e visão abrangente em relação aos fatores que determinam suas escolhas.

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  Aracaju a capital do nordeste brasileiro com a maior densidade de carros por habitante, a décima segunda no geral (1). Uma mistura já conhecida no Brasil de falta de planejamento urbano e descaso com o transporte público, somados a particularidades geográficas da capital sergipana (grande parte da cidade foi construída sobre manguezais aterrados), tornam

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O autocontrole é uma importante capacidade humana. Por impedir as pessoas agirem impulsivamente, constitui um fator crítico tanto na em Economia como em Psicologia. Enquanto na Economia ele é definido como a capacidade de executar planos anteriormente definidos e, portanto, realizar escolhas intertemporais consistentes, na Psicologia o autocontrole é definido como a capacidade de regular os próprios comportamentos, emoções e pensamentos.


Na semana de 6 a 11 de Março, participei da Spring School in Behavioral Economics, organizado pela Universidade da Califórnia, San Diego e pelo Choice Lab da Escola de Economia da Noruega. O evento promoveu o encontro de estudantes e pesquisadores em economia comportamental, e contou com a participação de Richard Thaler, Uri Gneezy, Sally

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Este breve ensaio contém uma introdução geral à ideia de nudging e uma lista dos dez “nudges” mais
importantes. Traz, ainda, uma breve discussão sobre a questão de se criar ou não algum tipo de “unidade
de insights comportamentais” capaz de conduzir suas próprias pesquisas ou, alternativamente,
depender de instituições existentes


Como explicar as muitas transgressões que são diariamente noticiadas pela mídia? Por que o noticiário está cheio de relatos de condutas desonestas, violentas, ofensivas, prejudiciais ao bem-estar alheio? Quando pensamos no caso brasileiro, como explicar as proporções epidêmicas que a corrupção parece estar assumindo?


…investigamos o potencial e as implicações da abordagem comportamental da pobreza e porque ela compara a tomada de decisão entre os pobres com a difícil tarefa decisória de “fazer caber tudo em uma mala pequena” (Mullanaithan & Shafir 2013) Economista e mestre em Economia pela Universidade de São Paulo. PhD em Economia pela Universidade Erasmus

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    Já ouviu falar em Economia Comportamental? Os estudos nessa área ajudam as empresas a entender os fatores conscientes e inconscientes que guiam as escolhas dos consumidores Por Ticiana Werneck O ser humano toma decisões a todo momento, das mais simples – como qual caminho pegar para ir para casa – até as mais

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Um dos assuntos mais comentados na atualidade brasileira têm sido os altos e crescentes níveis de endividamento e inadimplência da população. Tais conceitos são geralmente confundidos no dia-a-dia. Assim, para o endividamento se tem o ato de as pessoas adquirirem algum produto ou serviço a prazo, ou seja, estas estão gerando uma dívida. Já a

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Na Parte 1 discutimos como dinheiro pode não ser tratado como fungível dependendo da situação. Discutimos que a percepção do dinheiro faz com que ele tenha valores subjetivos diferentes em função do contexto. Mas não só mudanças relativas modificam nossa percepção de dinheiro. Outro motivo comum para a ruptura do princípio da fungibilidade é a fonte

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Decisões humanas são muito complexas e por mais esforços que se façam para tentar prever como elas acontecerão, sempre haverá uma margem para erro, até porque as pessoas nem sempre escolhem a melhor alternativa. Isso ocorre não apenas porque elas sejam incapazes de fazer cálculos para escolher a melhor opção dentre um conjunto de alternativas,

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