Em busca de uma análise crítica informada pela Economia Comportamental 1. INTRODUÇÃO No início do último mês de agosto, vários veículos da imprensa brasileira destacaram que todas as escolas do Rio Grande do Sul estão proibidas de vender refrigerantes, balas e salgadinhos. As cantinas terão até 90 dias para se ajustarem à nova realidade. Caso

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A questão do tempo tem desafiado a competência dos economistas, como, de resto, dos cientistas em geral. Ambos os grupos têm se esforçado para introduzir essa variável em seus modelos, sempre com o risco de subestimar a complexidade da tarefa.  Longe de ser um conceito unívoco, o tempo tem múltiplas dimensões e assume significados diversos:

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No fim de julho, tive o privilégio de apresentar um paper na conferência anual da SABE (Society for the Advancement of Behavioural Economics), realizada conjuntamente com a IAREP (International Association for Research in Economic Psychology), realizada em Londres, na Middlesex University. Aproveito então para compartilhar um relato do que vi de mais interessante por lá.

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Segundo Freud (1937)[i], ensinar, assim como governar, é da ordem do impossível, no sentido de que os resultados serão sempre, em alguma medida, insatisfatórios. Exemplos recentes de violência nas escolas do Brasil e do mundo confirmam, em diferentes graus, que o ensino traz consigo um continuum de problemas profundos. Diante disto, como explicar até que

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Por Bernardo F. Nunes e Diogo Gonçalves A interconexão de dispositivos digitais, principalmente smartphones, possibilitada pela “Internet das Coisas” (IoT) cria novas fontes de dados sobre o comportamento de consumidores. As empresas agora podem observar melhor as escolhas individuais e testar a eficácia de diferentes formas de ativação e retenção de clientes. No campo da

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Prever o que outro irá decidir é um grande desafio da Economia e, mais recentemente, da Economia Comportamental. Contudo, a complexidade humana fez com que as Neurociências entrassem para estudar os processos decisórios mais a fundo ao verificar a relação entre o processamento cerebral e o comportamento. Na junção de Economia, Economia Comportamental, Psicologia Cognitiva

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O tema da corrupção e desonestidade tem aparecido com alguma frequência nas contribuições a esse site. Fácil trazer aqui alguns exemplos. Em julho de 2017, a profa. Ana Maria Bianchi publicou um excelente ensaio “Como medir Desonestidade”[1], comentando sobre alguns avanços da Economia Comportamental nesse sentido. Citou o livro de Dan Ariely “The (honest) truth

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Em meu último artigo para o blog, abordei a questão do papel das crenças (beliefs) nos modelos econômicos. Sugeri que a teoria econômica clássica, em especial a teoria dos jogos, prevê um papel meramente instrumental para as crenças. Isto é, o agente econômico forma crenças a respeito das estratégias de todos os jogadores, inclusive as

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O processo de tomada de decisão é extremamente complexo e sua compreensão envolve aspectos da psicologia cognitiva, economia comportamental e neurociência cognitiva, dentre outros. Estudos recentes têm contrariado a noção de racionalidade proposta nos modelos clássicos sobre como deveria ocorrer a decisão. O decisor sofre a influência da forma como a informação é apresentada, dos

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Um dos meus maiores fascínios com áreas interdisciplinares é que suas descobertas tendem a seguir caminhos inesperados.  Todo campo científico é complexo e surpreendente por si só, mas um cientista bem informado sempre pode descobrir quais são as principais linhas de pesquisa correntes e formular alguma expectativa sobre quais temas têm mais chances de avançar

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Homo sapiens ou homo narrans, qual qualificativo se aplica melhor à nossa espécie? O primeiro é mais lisonjeiro, diz Robert Shiller (2017, p. 9), mas o segundo parece mais correto. Em sua recente mensagem presidencial à American Economic Association, Shiller, prêmio Nobel de economia em 2013 e, sem dúvida, um dos grandes nomes das finanças

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Os métodos autocompositivos são possibilidades de se conseguir soluções alternativas à prestação jurisdicional tradicional. Eles têm o poder de democratizar a resolução dos problemas e colaborar com a desobstrução do Poder Judiciário. Destacam-se entre esses métodos, a conciliação e a mediação. Conforme o Código de Processo Civil (Lei nº 13.105/2015), na conciliação há um terceiro

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A teoria econômica tradicional, desde pelo menos a publicação do clássico em teoria dos jogos de von Neumann and Morgenstern, dá um papel de destaque às crenças (beliefs) dos agentes econômicos. Esse papel, contudo, é meramente instrumental; ou seja, não entra diretamente na função utilidade. Os agentes utilizam suas crenças para elaborar estratégias para maximizar

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Este artigo discute a importância dos spillovers em relação às intervenções comportamentais e como eles afetam a finalidade original. Um exemplo concreto pode ser visto no custo das sacolas nos supermercados que tem como objetivo “forçar” os compradores a adotar sacolas reutilizáveis que reduzam os danos ambientais.


O assunto da moda agora são as criptomoedas. Todos falam sobre isso, todos desejam criptomoedas, o assunto é notícia quente em várias mídias, todos os dias surgem pessoas montando fundos de criptomoedas e corretoras apresentando esse novo produto. O valor do bitcoin, um tipo de criptomoeda, desenha um gráfico que mais parece projeto de montanha

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  1 Introdução Para quem não conhece, a Wikipédia descreve a Teoria dos Jogos como o estudo de modelos matemáticos ilustrando conflitos e cooperações entre agentes racionais. Basicamente, é o uso de ferramentas da lógica e da matemática para entender comportamentos estratégicos (1). Dentro dessa enorme teoria tem “comportamento estratégico para todos os gostos e estilos”: é dilema

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Indivíduos são, antes de mais nada, humanos. E como humanos, fazem duas coisas: são otimistas no planejamento e, paradoxalmente, inconsistentes na execução. Esse gap entre intenção e ação é observado no comportamento das pessoas, pois faz parte da natureza humana. Parar de fumar, economizar para aposentadoria, fazer exercícios regularmente, ter uma alimentação saudável, ser mais

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